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Dicas na hora de negociar

É normal a pessoa se sentir insegura na hora de compra ou vender um imóvel e tal preocupação é justificável, pois raramente o cidadão comum domina as complexas questões jurídicas e mercadológicas que envolvem esse tipo de negociação. A ansiedade, a pressão psicológica a pressa e a atitude de dispensar uma assessoria jurídica especializada são componentes que ajudam à conclusão de negócios tumultuados, repletos de riscos. O amadorismo é uma constante nas transações imobiliárias, onde o vendedor oferece seu imóvel sem fornecer para o corretor toda a documentação, o qual às vezes perde dinheiro ao anunciar um imóvel com impedimentos. Mais absurdo ainda é o comprador assinar o contrato sem entender o alcance jurídico de suas cláusulas, vindo a descobrir os problemas somente após ter pago o imóvel. Cabe ao vendedor provar que sua mercadoria é boa, que não há qualquer impedimento ou pendências, tais como inventários, penhoras, alvarás, cobranças, etc. O negócio será realizado com maior facilidade se o vendedor observar: a) Melhoria visual do imóvel. Limpeza do piso, capricho nos jardins e eliminação das infiltrações e manchas nas paredes. A pintura nova tornará o imóvel mais atraente. Os problemas de umidade devem ser corrigidos e não escondidos, pois Código Civil determina que os negócios devem ser regidos pela boa fé. b) A avaliação precisa é importante, sendo imprescindível estipular o preço de acordo com o mercado. O vendedor deve desconfiar de corretores que fazem avaliações por telefone ou sem qualquer compromisso / ônus. Bons profissionais não trabalham de graça. Alguns corretores estipulam o preço nas alturas apenas para conquistar o cliente que é seduzido por quem avalia mais alto, o que certamente inviabilizará a venda por muitos e muitos meses. c) Tradicionalmente os compradores se interessam por imóveis localizados na região onde moram ou onde passaram a maior parte da vida. Por isso uma corretora que esteja localizada na região do imóvel terá mais chances de vendê-lo, em face da facilidade de visitação pelos pretendentes. d) Não importa o preço, nem aceite a primeira oferta. Procure entender a lógica do mercado que poderá estar oferecendo os imóveis semelhantes ao seu a preços e condições mais acessíveis. e) Se o imóvel for unidade de um condomínio, forneça ao comprador uma cópia da Convenção e esclareça a situação da vaga de garagem. f) Evite oferece seu imóvel a muitas imobiliárias porque isto não garante uma venda mais rápida. Ao contrário, poderá tumultuar a venda porque o comprador ficará irritado ao deparar com o meso imóvel com vários corretores. A falta de exclusividade poderá acarretar a cobrança de comissão do vendedor por duas ou mais empresas que apresentarem o mesmo comprador em épocas diferentes, além do fato de o vendedor colocar em risco sua casa. As boas imobiliárias costumam não investir num imóvel nessas condições e o proprietário deixará de ter um atendimento personalizado. g) Se uma imobiliária tiver exclusividade de venda, é importante que o vendedor dê essa informação a todos os pretendentes e aos demais corretores que por ventura o procurem. É comum o corretor fazer parceria com a imobiliária que detém a opção exclusiva. O vendedor deve privilegiar seu corretor de confiança, autorizando-o a vender o imóvel com exclusividade, assim terá certeza de seu maior empenho para vender seu imóvel porque esse terá certeza do retorno financeiro do seu trabalho feito com dedicação. h) O vendedor deve providenciar o registro atualizado e a certidão negativa de ônus para apresentá-los aos interessados, provando assim estar o imóvel livre de hipoteca, penhora, usufruto, etc. i) O Cartório de Notas só lavrará a escritura mediante a apresentação da certidão referente ao pagamento do IPTU e declaração de quitação do síndico, no caso do imóvel fazer parte de um condomínio. Do vendedor será exigida ainda, certidão negativa de protestos, ações cíveis e da Justiça Federal, especialmente se ele for empresário, e certidão negativa expedida pela Secretaria da Fazenda Estadual. j) É um equívoco pensar que o corretor é um “expert” em direito imobiliário. Sua função principal é avaliar e promover a aproximação entre o comprador e o vendedor, viabilizando assim o fechamento do negócio. Caso se sinta inseguro ou não domine as questões jurídicas que envolvem um negócio imobiliário, contrate um advogado especializado para não cometer erro. Remediar ficará muito caro e poderá demorar anos na justiça. Um contrato bem elaborado aumentará a segurança do negócio. k) Ao ser concretizado o negócio, a imobiliária fará jus à comissão de 6% (seis por cento) sobre o preço total da venda, inclusive se houver permuta, sobre o valor de todos os imóveis envolvidos. Se o imóvel for rural, a comissão é limitada a 10%. Esses percentuais de comissão são regulados pelo Sindicato de Corretores de Imóveis e homologado pelo Creci-MG, podendo variar conforme o Estado. Agindo de forma adequada a venda será realizada com maior rapidez, satisfação e segurança.”

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